Acadêmicos de Farmácia

Minha foto
Fortaleza, Ceará, Brazil
Somos Acadêmicos do Curso de Farmácia pela Faculdade Metropolitana da Grande Fortaleza. Projeto: APS Modismos em nutrição Grupo: Carboidrato Equipe: Angélica Rebouças Camila Evania Alves Felipe Moura Isadélia Sara Jayrlla Moura Natália Viana

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Carboidratos e geração de energia





Nosso organismo possui três principais processos de produção de energia para realizar esforços:
    1) Queima de glicose
    2) Queima de gordura (lipídios)
    3) Queima de aminoácidos
Destes três processos, o menos desejado pelos praticantes de musculação para qualquer finalidade é o (3), pois ele consome aminoácidos decorrentes da decomposição de proteínas musculares que implicam na diminuição de volume muscular, portanto, catabolia, no sentido contrário de ganho muscular, que é a anabolia.
Antes de tratarmos especificamente do processo (1) e sua substância principal, em todas as suas formas e apresentações, destaquemos que o organismo humano não transforma proteínas e seus aminoácidos trivialmente (com processos rápidos e simples) em gordura e carboidratos, nem glicose ou gorduras em proteínas, e aqui, devemos tratar a questão com “frases chave”:
  • Gordura não se transforma em músculos.
  • Proteínas constroem músculos.
  • Sem carboidratos, ‘queima-se’ proteínas.
Mas o excedente de ingestão de glicose em suas diversas formas será transformado em gordura no ciclo de Krebs.
Logo, também devemos acrescentar:
  • Excesso de carboidratos transforma-se em gordura.
Um dos objetivos deste processo em nosso organismo é que gorduras são mais econômicas como forma de reserva energética, apresentam conservação mais prolongada e menores níveis tóxicos ao organismo, além de prestarem-se a diversos outros processos do organismo, desde a produção de hormônios até o isolamento térmico.
Infelizmente, sua requisição para a produção de energia é um tanto mais complexa assim como mais demorada a ser implementada pelo organismo, de onde seu consumo se dará principalmente em exercícios aeróbicos e após certo tempo em atividade a determinada intensidade significativa, como digamos, 30 minutos de corrida ou 45 a 50 minutos em caminhada intensa.
Como o que chamamos de “definição” em fisiculturismo, e mesmo hoje, em todo trabalho em condicionamento físico, se dá pelo baixo teor de gordura subcutânea, a acumulação de gordura não é um objetivo da nutrição do interessado/paciente/aluno/praticante de qualquer pessoa praticante/médico/nutricionista/preparador ou educador físico e em contrapartida, a redução desta taxa de gordura corporal também é o objetivo da atividade física/dieta/reeducação alimentar.
Consequentemente, a produção de gordura a partir do ciclo de Krebs pelo excedente não consumido de glicose é indesejada e deve ser evitada. Assim o consumo de glicose pode ser definido por uma frase:
A ingestão de glicose deve ser o suficiente para a capacidade de execução de exercícios no esforço máximo para o estímulo necessário e suficiente para a anabolia.
Por estímulo necessário e suficiente deve ser entendido o volume de exercícios, trabalho, que estimula a anabolia ao máximo mas causa o mínimo inevitável de catabolia muscular.
Tratemos, agora, da glicose e outros carboidratos simples e complexos em suas diversas apresentações na alimentação.

                                                            Ciclo de Krebs



Descrição química dos carboidratos

A glicose comporta-se com a propriedade de se polimerizar em cadeias de moléculas.
Quando forma um “dímero” (duas  moléculas de glicose, ou um dissacarídeo), forma amaltose, carboidrato de reserva energética dos vegetais, presente por exemplo no malte, cereal usado para a produção de cerveja. Quando forma um polímero de mais moléculas, como o a maltodextrina, variando de mais de 2 até 20 moléculas de glicose polimerizadas.
Para um número maior de moléculas, as cadeias de glicose são tratadas como amido, como as farinhas puras dos mais diversos grãos, tubérculos e raízes, as féculas, especificamente a maizena, quando derivada de milho, assim como nas farinhas mais brutas, como a de mandioca e de milho.
Destacaremos entre os dímeros a sacarose, o açúcar predominantemente da cana de açúcar e da beterraba. Ela é formada pela junção de uma molécula de glicose e uma de frutose.
A frutose não apresenta nos humanos a capacidade de produzir energia por via mais direta, pois somos primatas, e necessita ser processada no metabolismo de frutose a DHAP e gliceraldeído, mas entra nos nossos mecanismos de funcionamento muscular, sendo necessária, mas normalmente ingerida em quantidade mnais que suficiente, seja pelas frutas, seja pela própria sacarose em bebidas e diversos alimentos.
Também merece destaque a lactose (galactose β-1,4 glucose), carboidrato presente no leite e seus derivados, de sabor fracamente doce. A lactose é formada por dois carboidratos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo. O leite humano a contém de 6-8% e, o de vaca, de 4-6%. É hidrolisada pela ação da lactase, uma beta-galactosidase sendo considerada portanto como um beta-galactosídeo.
Na maior parte dos mamíferos, a enzima responsável pela sua hidrólise (a lactase) só é sintetizada durante o período de amamentação. Na ausência de lactase, a lactose não pode ser digerida, tornando-se por isso uma fonte de alimento abundante para a flora intestinal que começa a crescer descontroladamente, e causando náuseas e vómitos, assim como diarréia ao afetar o comportamento osmótico do intestino. Este fato ocorre em parte das etnias (raças) dos humanos, que desde a domesticação do gado por mutação desenvolveram a capacidade de continuarem a sintetizar a lactase durante toda a vida e poderem, por isso, consumirem leite e seus derivados.
celulose é uma cadeia de moléculas de glicose grande e compactada, e por este motivo específico não é digerível pela imensa maioria dos animais, e quando o é, pode ser indiretamente, como no caso dos cupins e das cabras, que a digerem por possuirem em seus sistemas digestivos respectivamente protozoários e bactérias em simbiose, estes sim capazes de digerir a celulose, desdobrando-a em moléculas de glicose.
O ataque enzimático ao amido acontece já na boca, através da saliva, pela enzima amilase. Tal fenômeno pode ser observado ao tocar-se um grão de pipoca (já “estourada”) com a língua, quandos os pontos de contato com a saliva começarão a dissolver-se, com transformação em dextrinas, maltose e glicose mais solúveis. Esta reação é que confere o contraste de sabores entre salgado (se salgada, evidentemente) e doce que torna a pipoca saborosa. A decomposição do amido continua no estômago, através da hidrólise ácida com o ácido clorídrico presente ali, sendo a glicose produzida posteriormente absorvida no intestino.

O fator tempo na geração de energia

Após a entrada na corrente sanguínea, a glicose ficando disponível para qualquer atividade física. No sangue, as concentrações de glicose são mantidas estáveis através da ação de hormônios como a insulina e o glucagon ou glucagina, além do processamento no fígado e acúmulo na forma de glicogênio, o “amido animal”. Em adultos saudáveis esta concentração variará entre 60 e 110 mg a cada 100 ml de sangue, e é fundamental para o funcionamento de órgãos como o cérebro e o coração (este, um músculo). Quando estes níveis caem, hormônios desencadeiam a sensação de fome típica, o que nos leva a aumentar o consumo de alimentos. Em contrapartida, quando a concentração de glicose no sangue está elevada, hormônios, como a insulina, promovem a entrada da glicose em nossos tecidos, incluindo-se os músculos.[10][11]
Devido aos diversos tamanhos de cadeias de moléculas de glicose, existe uma graduação entre os tamanhos de cadeias e os tempos de disponibilidade da consequente glicose formada para a produção de energia muscular, e tal é relacionado exatamente ao índice glicêmico do carboidrato, que relaciona-se, por fim, ao tempo em que o açúcar (a glicose) chegará na corrente sanguínea.[5][6][7] Quanto maior o índice glicêmico, mais rapidamente o carboidrato chegará à corrente sanguínea e mais rapidamente decairá pela ação da insulina e estará disponível para a geração de energia.[8]

                                                Duas curvas típicas de comportamento no tempo da glicose no sangue 
                                                        em função do alimento ser de alto ou baixo índice glicêmico (IG).


Aproximadamente, os açúcares mais simples, como a própria glicose e a sacarose, de praticamente imediata hidrólise ácida no estômago, ficam disponíveis para gerar energia já a 15 minutos após sua ingestão e perdurarão mais alguns minutos após isto.
Por este motivo, a suplementação ou mesmo a ingestão de açúcares simples para dispor-se de energia durante treinos ou qualquer atividade física não é recomendada como reserva, e sim como complemento no caso de um déficit desta fonte energética durante a atividade (hipoglicemia), pois o excedente não “queimado” neste período se transformará em gordura pelo ciclo de Krebs.
Já os carboidratos mais complexos, como a maltodextrina, permanecem em absorção na forma de glicose por 30 minutos a 1 hora, levando a uma disponibilidade mais gradual, que poderá, e este deve ser nosso objetivo, ser plenamente consumido, sem deixar significativa glicose residual para ser transformada em gordura.[9]
Deste modo, deve ser a suplementação ideal para o praticante de atividade física.
Já os carboidratos ainda mais complexos, os amidos, permitem aproximadamente até 2 horas de absorção, devendo ser a fonte de energia de ingestão nas refeições nas quais são os mais recomendados, como as iniciais do dia ou vigília, para trabalhadores noturnos). Carboidratos complexos como o amido de aveia[1][2][3][4], exatamente por isso, são os mais indicados para a ingestão na primeira refeição após uma noite de sono. Permitirão estes carboidratos a reposição gradual da glicose queimada pelo metabolismo basal (o que independe da atividade física, e sempre ocorre no organismo, mesmo em absoluto repouso), com destaque para o cérebro, durante o sono e um provimento longo para as primeiras horas do dia, talvez, a depender dos hábitos do indivíduo, de sua atividade física, mesmo que intensa.
Já a suplementação com carboidratos e inclusive com carboidratos com acréscimo de proteínas de fácil assimilação e/ou aminoácidos, como os suplementos hipercalóricos imediatamente após a atividade física visando a hipertrofia muscular, visam a condução do metabolismo par que não catabolise a proteína muscular (logo massa muscular) pelo próprio mecaniusmo do organismo de repor suas energias gastas.
Não é recomendada a ingestão de carboidratos de 3 a 4 horas antes da hora de dormir*, pois tal ingestão e a consequente elevação da glicose sanguínes eleva a presença de insulina na corrente sanguínea, e esta inibe o hormônio de crescimento, necessário para o processos de regeneraçao celular, e obviamente, pelo excedente de glicose, haverá a formação de gordura. É de se observar que tal questão pode ser entendida de maneira mais simples por outra abordagem, que é a de que é um contra-senso ingerir recursos de produção de energia antes do período de maior repouso.
*Desde que não haja atividade física intensa neste período.


Responsável: Evania Alves
Fonte: 
 www.saudeesportiva.com.br
www.apdietistas.pt


sábado, 14 de novembro de 2015

O Mito do carboidrato na dieta

 62



Os carboidratos são a principal fonte de energia para o corpo e é imprescindível a sua presença na dieta, afinal, sem energia não teremos disposição para realizar as nossas tarefas diárias.
A culpa que eles carregam por subir os ponteiros da balança é falsa.O que nos faz engordar é a quantidade de alimentos que consumimos, seja de gordura, proteína ou carboidrato, e também a qualidade dos mesmos. Afinal, tudo que é em excesso faz mal.
A recomendação diária de macronutrientes a ser ingerida por cada pessoa é variável e pessoal, porém, vários órgãos de saúde colocam seus valores recomendados à população. Dentro desses, as indicações são que a alimentação diária seja composta por 45 a 60% de carboidratos. Mas isso é bastante relativo.
Além de fornecer a energia necessária para o corpo, também é um excelente combustível para o cérebro, e é por isso que muitas pessoas se queixam de dores de cabeça quando ficam muito tempo sem consumir carboidrato.
A ausência deste nutriente na alimentação por muito tempo pode causar danos ao sistema nervoso central. Lembrando sempre que quem segue dietas muito radicais e deixa de consumir os carboidratos por um longo período acaba perdendo a disposição para as atividades do dia a dia, e ainda mais para a prática de exercícios físicos, tão importante para a saúde e o emagrecimento saudável.
 E o importante é ter sempre em mente uma dieta equilibrada e saudável, rica em alimentos nutritivos e na dúvida, procurar um profissional para que possa ajudar a montar o plano alimentar.
RESPONSÁVEL : JAYRLA DIAS

Nível Glicêmico




Fonte : Uol
Responsável: Evania Alves

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Medidas de prevenção à Intoxicações Alimentares






A intoxicação alimentar é uma doença causada pela ingestão de alimentos que contém organismos prejudiciais ao nosso corpo, como bactérias, parasitas e vírus. Eles são encontrados principalmente na carne crua, frango, peixe e ovos, mas podem se espalhar para qualquer tipo de alimento. A intoxicação alimentar pode acontecer com alimentos que são deixados ao ar livre ou que ficaram armazenados por muito tempo. Às vezes, a intoxicação alimentar acontece quando você não lava as mãos antes de tocar na comida.

A intoxicação alimentar acontece quando ingerimos alimentos ou bebidas contaminados com bactérias, parasitas e/ou vírus.


Medidas de prevenção à Intoxicações Alimentares:


  • Lave as mãos, os utensílios e as superfícies de alimentos muitas vezes. Lave bem as mãos com água morna e sabão antes e depois de manusear ou preparar alimentos. Use água quente e sabão para lavar os utensílios e outras superfícies que você utiliza para cortar alimentos
  • Mantenha os alimentos crus separados de alimentos prontos para o consumo. Ao fazer compras, preparar a comida ou o armazenar alimentos, mantenha a carne crua, aves, peixes e frutos do mar longe de outros alimentos. Isso impede a contaminação cruzada
  • Cozinhe os alimentos a uma temperatura segura. A melhor maneira de saber se os alimentos são cozidos a uma temperatura segura é usar um termômetro próprio para cozinhar alimentos. Você pode matar organismos nocivos na maioria dos alimentos por cozinhá-los à temperatura certa. Carne moída deve ser cozido a 71°C, enquanto bifes e assados devem ser cozidos a pelo menos 62,8°C. Porco precisa ser cozido a pelo menos 71°C), frango e peru precisam ser cozidos a 73,9°C. O peixe é geralmente bem cozido a 62,8°C
  • Refrigerar ou congelar alimentos perecíveis prontamente. O ideal é refrigerar ou congelar dentro de duas horas após compra-los ou então prepará-los
  • Descongele os alimentos com segurança. Não descongele os alimentos à temperatura ambiente. A maneira mais segura para descongelar alimentos é na geladeira. Se for usar o micro-ondas, use o "degelo". Manter água fria corrente sobre a comida também descongela com segurança
  • Jogue o alimento fora em caso de dúvida. Se você não tem certeza se um alimento foi preparado, servido ou armazenados de forma segura, descarte-o. Alimentação deixada à temperatura ambiente por muito tempo pode conter bactérias ou toxinas que não podem ser destruídas por cozimento. Mesmo que ela cheire bem ou tenha boa aparência, pode não ser seguro comer.


A intoxicação alimentar é especialmente grave e potencialmente fatal para crianças pequenas, mulheres grávidas e seus fetos, idosos e pessoas com sistema imunológico debilitado. Estes indivíduos devem tomar precauções extras, evitando os seguintes alimentos:
  • Carnes e aves cruas ou mal passadas
  • Peixe ou mariscos crus ou mal cozidos, incluindo ostras, mariscos, mexilhões e vieiras
  • Ovos ou alimentos que possam conter o alimento, como massa de biscoito cru ou mal cozida e sorvete caseiro mal cozido
  • Brotos crus, como alfafa, feijão, trevo ou rabanete brotos
  • Sucos não pasteurizados e sidras
  • Leite e produtos lácteos não pasteurizados
  • Queijos macios (tais como feta, brie e camembert), queijo de pasta azul e queijo não pasteurizado
  • Patês refrigerados
  • Cachorros-quentes, carnes cozidas e frios.


  • Responsável: Evania Alves
  • Fonte:
  • Ministério de Saúde
  • Organização Mundial da Saúde
  • Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas 

CARBOIDRATOS AJUDAM NO COMBATE A DEPRESSÃO E ANSIEDADE



O carboidrato possui serotonina, ela é responsável por promover uma sensação de prazer e calma. Confira:



Carboidratos ajudam no combate a depressao e ansiedade
Os carboidratos em geral são fontes de triptofano, um aminoácido precursor da serotonina


Contra a depressão e a ansiedade, os carboidratos são ótimos aliados. “Somos um dos recordistas no consumo desses alimentos”, diz João César Soares. Ao contrário de muitos especialistas, o endocrinologista acredita que a ingestão moderada de pães, macarrão, arroz e milho, entre outros alimentos do grupo, contribua para o bom funcionamento do cérebro.

Em geral, eles são fontes de triptofano, um aminoácido precursor da serotonina, que estimula a função alimentar. “Dentro do cérebro, o triptofano auxilia na produção da serotonina”, diz o médico. “E esta substância é encontrada nos doces. Por esta razão, alimentos ricos em açúcar são capazes de promover uma sensação de prazer e calma”, explica a nutricionista Sonia Trecco.
No entanto, ela alerta que a prática de uma atividade física também produz o mesmo efeito, e com a vantagem de atuar na perda de peso. “Quando estamos sobre a ação de sentimentos negativos, desenvolvemos uma espécie de ‘compulsão’ pelo alimento. Só que, mais tarde, isso pode trazer tristeza – pois, se ingeridos em alta quantidade, os carboidratos engordam”, lembra.

Fonte:Revista Viva Saúde Ed.81


Responsável: Angélica Rebouças